segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Eu queria explicar pro Jairton qual é minha cor

Para isso, dizer novamente como sou.
Para isso vou ter que contar que fui hippie nos anos 70, que adoro Bowie, Elvis, Limão, Al Pacino e Vanguart.
Que sou um dramalhão.
Que como farinha e pimenta, que sou neta de baiano e pernambucano, que tenho gosto em ir conhecer Itaparica. Sou neta também de mineira e portuguesa - daí surge talvez o que negue minha cor na minha própria pele -, quero realmente conhecer Itaparica e durmo sempre muito tarde.
Minhas canelas são estranhas e eu gosto de pisar deitar & rolar na grama.
Tenho problemas com insetos. Principalmente os mais extraordinários. Nietzche e a vaca.
Gosto muito dos porcos em foto... E gatos em todos lugares.
Meu quarto é bagunçado, meus lençóis, azuis, mas minha cor preferida é vermelho e nada disso tem alguma relevância.
Cariño querido meu, de todos os meus sentimentos, Merlin, é felino é esperto e é malandro.
Sou carnaval e circo.
Carnaval-circo.
...E o som de sapatos no assoalho de madeira!
Chocolates e refrigerantes baratos com gosto de inseto moído.
Também como os vegetais (inclua os de duplo-sentido).
Gosto de coxinha por causa da massa, humm...
Eu sambo.
Como doces, adoro leques.
Meus pés são feios.
Minha risada é gritada e gosto disso.
Sou um pouco surda do ouvido direito (acho que é o direito).
Quase não respiro, meu nariz serve de suporte para óculos.
Ontem tive um sonho estranho, ganhava uma bombinha de asma semi-nova da Márcia Tiburi, sabe a Márcia Tiburi? Pois é, também não entendi.
No espelho, sou vermelha.
Taí, vermelha. Não negra, não cinza, amarela, verde, branca ou rosa... Vermelha! Carmim! E o ponto é final.

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